{"id":331,"date":"2022-03-13T00:34:55","date_gmt":"2022-03-13T00:34:55","guid":{"rendered":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/?page_id=331"},"modified":"2025-01-06T11:18:33","modified_gmt":"2025-01-06T11:18:33","slug":"glossario","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/glossario\/","title":{"rendered":"Gloss\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<h1>Abaixamento Voc\u00e1lico<\/h1>\n<p>Abaixamento voc\u00e1lico \u00e9 fen\u00f4meno<\/p>\n<p>&lt;413&gt; [o.LE.por.c\u028a]\u00a0\u2192 [o.LE.por.CO]<\/p>\n<p>&lt;413&gt; [o.LE.Pej.\u222bi]\u00a0\u2192 [o.LE.pej.\u222bE]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Acento<\/h1>\n<p>[&#8230;] designamos como acento o resultado da conjuga\u00e7\u00e3o das propriedades de dura\u00e7\u00e3o e intensidade do som voc\u00e1lico que marca uma s\u00edlaba mais \u201cforte\u201d (ou proeminente) na sequ\u00eancia fon\u00e9tica que constitui uma palavra. \u00a0Mateus (2005:15).<\/p>\n<h1>Al\u00e7amento Voc\u00e1lico<\/h1>\n<p>Al\u00e7amento voc\u00e1lico \u00e9 o correlato articulat\u00f3rio da neutraliza\u00e7\u00e3o das vogais do portugu\u00eas brasileiro (C\u00e2mara Jr, 1977; Wetzels, 1992; Bisol, 2003). A partir de um sistema de sete vogais t\u00f4nicas, ocorrem sucessivas simplifica\u00e7\u00f5es em subsistemas em determinados contextos (pret\u00f4nico, post\u00f4nico e post\u00f4nico final) e dentro de certos dom\u00ednios (palavra pros\u00f3dica, p\u00e9 e fronteira de palavra). A primeira neutraliza\u00e7\u00e3o, que diz respeito ao al\u00e7amento das m\u00e9dias [\u0254] \u2192 [o] e\u00a0[\u03b5] \u2192 [e], tem uma motiva\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica, como se pode observar nas altern\u00e2ncias em \u00a0[p\u0254rta] \u2192 [porteiro] e\u00a0[b\u03b5lo] \u2192 [beleza], por exemplo. Na palavra\u00a0cantada, ao contr\u00e1rio, o al\u00e7amento tem motiva\u00e7\u00e3o musical, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma transforma\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica ou qualquer outro fator lingu\u00edstico envolvido no processo. Aparentemente, o al\u00e7amento est\u00e1 vinculado ao alinhamento de constituintes n\u00e3o-terminais, o que provoca o deslocamento do acento e subsequentemente o al\u00e7amento da vogal. No caso de vogais posteriores, temos em &lt;405&gt;, por exemplo, a altern\u00e2ncia [&#8216;g\u0254s.ta] \u2192 [gos.&#8217;ta],<\/p>\n<p>&lt;405&gt; [quem.Gos.ta.De.la.Sou.Eu]\u00a0\u2192\u00a0\u00a0[Quem.gos.Ta.de.La.sou.Eu]<\/p>\n<p>que se explica pelo realinhamento das proemin\u00eancias sil\u00e1bicas ao p\u00e9 bin\u00e1rio da melodia, como se pode ver abaixo:<\/p>\n<p>Conv\u00e9m observar que no mesmo verso (de fato, na palavra seguinte),\u00a0<em>dela\u00a0<\/em>n\u00e3o sofre nenhuma neutraliza\u00e7\u00e3o, embora tenha o acento deslocado. Assim,\u00a0[D\u03b5.la] \u2192 [d\u03b5.La], mas n\u00e3o\u00a0[D\u03b5.la] \u2192 *[de.La].\u00a0Um exemplo desse tipo de al\u00e7amento da vogal m\u00e9dia anterior encontra-se na can\u00e7\u00e3o infantil\u00a0<em>Atirei o Pau no Gato.<\/em>\u00a0A palavra [B\u03b5.r\u028a]\u00a0tem seu acento deslocado [b\u03b5.R\u028a],\u00a0uma vez que \u00e9 a segunda s\u00edlaba, originalmente \u00e1tona, que coincide com o tactus (ver). Com o deslocamento acentual, a vogal desta s\u00edlaba deixa de ser reduzida e passa a ser plenamente especificada [B\u03b5.r\u028a] \u2192 [B\u03b5.ro]. Aparentemente, esse processo desencadeia o al\u00e7amento voc\u00e1lico da primeira s\u00edlaba [B\u03b5.r\u028a]\u00a0\u2192 [be.Ro]\u00a0com a consequente altera\u00e7\u00e3o da qualidade da vogal. Assim:\u00a0[B\u03b5.r\u028a] \u2192\u00a0[b\u03b5.R\u028a]\u00a0\u2192\u00a0[be.Ro]:<\/p>\n<p>&lt;411&gt; [du.B\u03b5.r\u028a.kiw.Ga.t\u028a.Dew]\u00a0\u2192\u00a0[D\u028a.be.Ro.kiw.Ga.t\u028a.Dew]<\/p>\n<p>Assim como no exemplo anterior &lt;405&gt;, este processo tamb\u00e9m se explica pelo realinhamento das proemin\u00eancias ao p\u00e9 bin\u00e1rio da melodia:<\/p>\n<h1>Alinhamento de Constituintes Terminais<\/h1>\n<p>ACT (<em>Alinhamento de Constituintes Terminais<\/em>) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de boa forma\u00e7\u00e3o da palavra cantada, e estabelece que cada nota da melodia seja alinhada a uma e apenas uma s\u00edlaba. Esta condi\u00e7\u00e3o pode desencadear ep\u00eanteses sil\u00e1bicas &lt;031.03&gt;, elis\u00f5es &lt;598-599&gt;, di\u00e9reses &lt;15&gt; e outros processos agramaticais na palavra falada mas gramaticais na palavra cantada:<\/p>\n<pre>                 &lt;031.03-04&gt;\r\nFrasEnt          [                                          IP       ]\r\nFrasFon          [Php                ]         [           Php       ]\r\n\r\nS\u00edlaba          Eu per gun TE      *EI          a Deus do  C\u00c9U     AI ======   Eu per gun TEI\r\n               Por que ta  MA      nha         ju  di   a  \u00c7\u00c3O\r\n\r\n===             |   |   |   |       |           |   |   |   |       | ======   |   |   |   \/    \r\n\r\nNota            N   N   N   N       N           N   N   N   N       N ======   N   N   N  N  N\r\nTactus              T       T       T       T       T       T       T\r\nC\u00e9lula                      C                               C\r\nFrasMel                                                     F<\/pre>\n<h3><\/h3>\n<h1>Apagamento<\/h1>\n<p>Perda de material fonol\u00f3gico.<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Aspecto (m\u00fasica)<\/span><\/h1>\n<p>Nas l\u00ednguas naturais o aspecto \u00e9 a &#8220;no\u00e7\u00e3o que rege a distribui\u00e7\u00e3o das formas verbais&#8230;[denotando]&#8230;o grau de desenvolvimento da id\u00e9ia expressa pelo verbo&#8221; (Borba, 1975:220-221). Por analogia, o aspecto musical diz respeito ao efeito de sentido de desenvolvimento de uma id\u00e9ia mel\u00f3dica, fun\u00e7\u00e3o essa desempenhada pela harmonia, mais especificamente pelas cad\u00eancias (ver).<\/p>\n<p>(i) perfeita: V &#8211; I (efeito de sentido de conclus\u00e3o forte)<\/p>\n<p>(ii) imperfeita: I &#8211; V (efeito de sentido de continua\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>(iii) plagal: IV &#8211; I (efeito de sentido de conclus\u00e3o fraca)<\/p>\n<p>(iv) de engano: V &#8211; (X&#8230;) (efeito de sentido de surpresa)<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Cad\u00eancia<\/span><\/h1>\n<p>&#8220;Cad\u00eancia, na teoria musical ocidental, \u00e9 uma s\u00e9rie particular de intervalos, ou acordes (progress\u00e3o de acordes ou intervalos) que finalizam uma frase, se\u00e7\u00e3o ou obra musical. Cad\u00eancias d\u00e3o \u00e0s frases um final pr\u00f3prio, que pode, por exemplo, sugerir ao ouvinte se a pe\u00e7a continuar\u00e1 ou se concluiu. Uma analogia pode ser feita em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pontua\u00e7\u00e3o, com algumas cad\u00eancias mais fracas funcionando como v\u00edrgulas, indicando uma pausa ou descanso moment\u00e2neo, enquanto que uma cad\u00eancia mais forte ir\u00e1 atuar como o ponto, indicando o final de uma frase ou senten\u00e7a musical. Cad\u00eancias s\u00e3o consideradas \u201cfortes\u201d ou \u201cfracas\u201d de acordo com a sensa\u00e7\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o que elas criam. Enquanto que cad\u00eancias s\u00e3o geralmente classificadas pelo uso um acorde espec\u00edfico ou progress\u00f5es mel\u00f3dicas espec\u00edficas, o uso de tais recursos n\u00e3o indicam necessariamente uma cad\u00eancia\u2014deve haver um sentido de finaliza\u00e7\u00e3o, como o final de uma frase. O ritmo harm\u00f4nico tem um papel essencial na determina\u00e7\u00e3o de onde uma cad\u00eancia ocorre. Geralmente h\u00e1 um decr\u00e9scimo no valor das figuras r\u00edtmicas, sendo o acorde ou nota final da cad\u00eancia uma nota mais longa que as demais. Todavia, mesmo em pe\u00e7as como moto perp\u00e9tuos possuem cad\u00eancias.&#8221;\u00a0Cad\u00eancia,\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Cad%C3%AAncia&amp;oldid=25205013\" rel=\"nofollow\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Cad%C3%AAncia&amp;oldid=25205013<\/a> (last visited maio 26, 2011).<\/p>\n<h1>Cl\u00edtico<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cl\u00edtico, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 um elemento \u00e1tono que nunca recebe acento prim\u00e1rio ou secund\u00e1rio. Dado que na palavra cantada a distribui\u00e7\u00e3o de premin\u00eancias \u00e9 regida pelos p\u00e9s mel\u00f3dicos, o cl\u00edtico ser\u00e1 acentuado sempre que estiver alinhado \u00e0 posi\u00e7\u00e3o forte nos n\u00edveis iguais ou superiores ao tactus. Por exemplo, em &lt;394&gt; e &lt;493&gt;:<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Concatenar (instru\u00e7\u00e3o)<\/span><\/h1>\n<p>Num modelo algor\u00edtmico de constru\u00e7\u00e3o musical, a opera\u00e7\u00e3o de ligar dois ou mais constituintes de maneira a formar um terceiro, hierarquicamente superior. Por exemplo, a liga\u00e7\u00e3o de duas ou mais \u00a0c\u00e9lulas para formar uma frase mel\u00f3dica \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o de concatena\u00e7\u00e3o. Como a gera\u00e7\u00e3o de uma melodia est\u00e1 fundada na repeti\u00e7\u00e3o de unidades de grande extens\u00e3o, parece mais simples a hip\u00f3tese de que estas unidades constituem uma totalidade (o que pressup\u00f5e a concatena\u00e7\u00e3o). Caso contr\u00e1rio, a repeti\u00e7\u00e3o das unidades n\u00e3o pode ser logicamente explicada. Do ponto de vista semi\u00f3tico, a concatena\u00e7\u00e3o tem um efeito r\u00edtmico desacelerador, de redund\u00e2ncia, diante do devir mel\u00f3dico comandado pelo tempo cinem\u00e1tico (Zilberberg, 1982).<\/p>\n<h1>C\u00e9lula<\/h1>\n<p>Constituinte mel\u00f3dico prim\u00e1rio. Cadeia de duas ou mais notas caracterizada por um contorno mel\u00f3dico, dotado de uma \u00fanica proemin\u00eancia relativa [+ forte e\/ou + longo] sobre a qual incide um acento harm\u00f4nico. A c\u00e9lula possui uma forma subjacente subspecificada em termos mel\u00f3dicos e harm\u00f4nicos. Na palavra cantada, a c\u00e9lula pode coincidir com qualquer constituinte pros\u00f3dico entre a s\u00edlaba e o sintagma fonol\u00f3gico.<\/p>\n<h1>Constituinte<\/h1>\n<p>Em sentido amplo, constituinte \u00e9 o elemento ou grupo de elementos que funciona como uma unidade de uma estrutura hier\u00e1rquica. A an\u00e1lise mel\u00f3dica leva a considerar quatro constituintes hierarquicamente relacionados pela ordem de complexidade crescente: nota (N), p\u00e9 (P), c\u00e9lula (C) e frase (F).<\/p>\n<h1>Copiar<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Cronema<\/h1>\n<p>Menor unidade de tempo dotada de car\u00e1ter distintivo. Possui valor sistem\u00e1tico na m\u00fasica e nas l\u00ednguas tonais.cf. Jones, D. (1950) The phoneme: its nature and use<\/p>\n<h1>Degemina\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>Uni\u00e3o de duas vogais iguais adjacentes. &#8220;A degemina\u00e7\u00e3o ocorre quando as duas vogais que se encontram s\u00e3o semelhantes \u00a0(restri\u00e7\u00e3o segmental), desde que a segunda vogal n\u00e3o tenha acento prim\u00e1rio (restri\u00e7\u00e3o r\u00edtmica).&#8221; (Collischonn, 2001:117).<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Deslocamento acentual funcional<\/span><\/h1>\n<p>Decorre do alinhamento da estrutura do\u00a0<em>tactus<\/em>\u00a0com a estrutura dos p\u00e9s m\u00e9tricos que regula a proemin\u00eancia relativa das s\u00edlabas.\u00a0<em>S\u00edlabas alinhadas ao tactus\u00a0recebem necessariamente acento (secund\u00e1rio ou prim\u00e1rio) e s\u00edlabas n\u00e3o alinhadas ao tactus nunca recebem acento<\/em>. O DAF ocorre quando a estrutura dos p\u00e9s n\u00e3o \u00e9 coincidente com a estrutura do tactus. Por exemplo, em &lt;1&gt;:<\/p>\n<p>Em alguns casos, este tipo de deslocamento n\u00e3o altera a qualidade da vogal envolvida. Em [&#8216;que.rU], a post\u00f4nica final, transformada em t\u00f4nica [que.&#8217;rU] mant\u00e9m a caracter\u00edstica de vogal neutralizada (C\u00e2mara Jr.,1970; Wetzels, 1992). \u00a0Em outros, no entanto, a vogal post\u00f4nica mostra-se sens\u00edvel ao deslocamento, por exemplo em &lt;411&gt;:<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Di\u00e9rese<\/span><\/h1>\n<p>Modalidade de enuncia\u00e7\u00e3o de um grupo voc\u00e1lico, por que se separam em duas s\u00edlabas as vogais cont\u00edguas que tamb\u00e9m poderiam ser pronunciadas numa s\u00f3 s\u00edlaba din\u00e2mica (sin\u00e9rese). A di\u00e9rese e a sin\u00e9rese constituem assim varia\u00e7\u00f5es sincr\u00f4nicas, de que n\u00e3o resulta oposi\u00e7\u00e3o distintiva na l\u00edngua, embora haja uma pronuncia normal num ou noutro sentido. C\u00e2mara Jr, J.M. (1963:111).<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ff0000;\">Dinamema<\/span><\/h1>\n<p>Menor unidade de intensidade dotada de car\u00e1ter distintivo. Possui valor sistem\u00e1tico na m\u00fasica e nas l\u00ednguas tonais.cf. Jones, D. (1950) The phoneme: its nature and use.<\/p>\n<h1>Din\u00e2mica<\/h1>\n<p>Din\u00e2mica Musical (do grego dynamos = for\u00e7a) refere-se \u00e0 indica\u00e7\u00e3o que um compositor faz na partitura da intensidade sonora com que ele quer que uma nota ou um trecho musical inteiro sejam executados. Fisicamente, um som musical tem tr\u00eas caracter\u00edsticas: altura, intensidade e timbre. Altura \u00e9 a frequ\u00eancia do som, indicada pelo compositor pela posi\u00e7\u00e3o da nota no pentagrama. Timbre \u00e9 a caracter\u00edstica que nos permite distinguir entre uma nota de mesma altura e intensidade produzida por diferentes instrumentos, como, por exemplo, por uma flauta ou por um violino. A intensidade sonora refere-se \u00e0 energia com que a onda sonora atinge nossos ouvidos. Para indicar a intensidade sonora com que ele quer que uma nota ou trecho musical seja executado, o compositor utiliza uma grada\u00e7\u00e3o que vai desde o molto pianissimo (intensidade sonora m\u00ednima, quase inaud\u00edvel) at\u00e9 o molto fortissimo (o m\u00e1ximo de intensidade sonora que se pode obter sem danificar a voz ou o instrumento). As grada\u00e7\u00f5es din\u00e2micas mais frequentes s\u00e3o (da mais fraca para a mais intensa):ppp molto pianissimopp pianissimop pianomp mezzo-pianomf mezzo-fortef forteff fortissimofff molto fortissimoAssim, se uma letra p aparece sobre (ou sob) a nota, isso significa que o compositor quer que a nota seja executada delicadamente; um f significa mais vigor na execu\u00e7\u00e3o da nota.Wikipedia http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Din\u00e2mica_musical<\/p>\n<h1>Ditonga\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA ditonga\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de forma\u00e7\u00e3o de ditongos com a vogal final de um voc\u00e1bulo e a inicial de outro, desde que uma das vogais da sequ\u00eancia seja alta (restri\u00e7\u00e3o segmental) e \u00e1tona (restri\u00e7\u00e3o r\u00edtmica)\u2026<\/p>\n<p>*bamb[wa]lto \u00a0 \u00a0 \u2018bambu alto\u2019<\/p>\n<p>*gur[ja]vido \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u2018guri \u00e1vido\u2019<\/p>\n<p>\u2026Diferentemente da elis\u00e3o, a ditonga\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 restrita a dom\u00ednios maiores do que a palavra, pois ocorre tamb\u00e9m no interior desta (teoria &gt; t[jo]ria, \u00a0ciumento &gt; c[ju]mento ~ c[iw]mento, \u00a0peruano &gt; per[wa]no).\u201d (2001:117).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em &lt;95&gt; a ditonga\u00e7\u00e3o \u00e9 bloqueada obedecendo ao alinhamento de constituintes terminais:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&lt;95&gt;\u00a0[no.re.Ga.twa.T\u03b5.ki.nos.Tra.gam]\u2192\u00a0[No.re.Ga.t\u028a.A.t\u03b5.Ki.nos.Tra.gam]<\/p>\n<h1>Elasticidade pros\u00f3dica<\/h1>\n<pre>\r\n      |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |  \r\n14 - Tu  do   a  ca  ba  do   e   o  bai le   en ce  rra do\r\n13 - Tu dwa  ca  ba  do   e   o  bai le  en  ce  rra do\r\n12 - Tu dwa  ca  ba  dwe  o  bai  le  en ce  rra do\r\n11 - Tu dwa  ca  ba  dwe  o  bai ljen ce rra do\r\n11 - Tu dwa  ca  ba  do  jo  bai ljen ce rra do\r\n<\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Elis\u00e3o<\/h1>\n<p>A elis\u00e3o consiste num processo de ressilaba\u00e7\u00e3o envolvendo as vogais final e incial de duas palavra pros\u00f3dicas adjacentes. Segundo Collischonn (2001:116-117), \u201cA elis\u00e3o afeta a vogal baixa \/a\/ . Tamb\u00e9m ocorrem elis\u00f5es de outras vogais, mas n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter geral. A elis\u00e3o se aplica geralmente quando a vogal seguinte for posterior e opcionalmente quando for frontal (restri\u00e7\u00e3o segmental)\u2026A elis\u00e3o somente se aplica na fronteira entre palavras, mas n\u00e3o no interior destas\u2026.Al\u00e9m disso, ocorre somente se as duas vogais forem \u00e1tonas (restri\u00e7\u00e3o r\u00edtmica).<\/p>\n<p>Em &lt;696&gt; esta restri\u00e7\u00e3o r\u00edtmica \u00e9 violada [su.a.A.sa] \u2192\u00a0 [su.A.sa] :<\/p>\n<p>Na palavra cantada, a elis\u00e3o pode ser bloqueada se a restri\u00e7\u00e3o r\u00edtmica for violada (ver entrada \u201cElis\u00e3o\u201d). Por exemplo, em &lt;56&gt; a elis\u00e3o n\u00e3o ocorre porque o princ\u00edpio de alinhamento de proemin\u00eancias (PAP) torna t\u00f4nica a vogal final da primeira palavra pros\u00f3dica, e a elis\u00e3o apenas ocorre se ambas as vogais forem \u00e1tonas. Consequentemente, a elis\u00e3o d\u00e1 lugar a uma ditonga\u00e7\u00e3o, que admite a vogal acentuada (Bisol, 1992) :<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em &lt;356&gt; \u00e9 a segunda vogal que se torna t\u00f4nica [en.con.Trar]\u00a0\u2192 [En.con.trar], bloqueando a elis\u00e3o:<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Ep\u00eantese Mel\u00f3dica<\/span><\/h1>\n<p>Analogamente \u00e0 ep\u00eantese sil\u00e1bica, a ep\u00eantese mel\u00f3dica consiste num mecanismo de ajustamento entre letra e melodia, de modo a que n\u00e3o seja violado o princ\u00edpio de alinhamento dos constituintes terminais. Nesse caso, a cadeia mel\u00f3dica \u00e9 ajustada \u00a0\u00e0 cadeia pros\u00f3dica. Por exemplo, em &lt;788&gt;,\u00a0<em>Porque \u00e9s o avesso\u2026,\u00a0<\/em>a primeira s\u00edlaba do verso acarreta a inser\u00e7\u00e3o de uma nota n\u00e3o existente nos versos \u00a0an\u00e1logos, &lt;786&gt; e &lt;787&gt;:<\/p>\n<h1>Ep\u00eantese Sil\u00e1bica<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ep\u00eantese consiste no \u201cDesenvolvimento de um fonema no interior do voc\u00e1bulo\u201d (C\u00e2mara Jr, 1964:129).\u00a0Ep\u00eantese e apagamento constituem dois mecanismos de ajustamento da cadeia ao Princ\u00edpio do Licenciamento Prosodico (It\u00f4, 1986:2), do qual resulta que \u201ctoda sequ\u00eancia fonol\u00f3gica \u00e9 exaustivamente dividida em s\u00edlabas, isto \u00e9, qualquer segmento tem de ser associado a uma s\u00edlaba\u201d (Bisol, 2001:103). Dadas as condi\u00e7\u00f5es de boa forma\u00e7\u00e3o da palavra cantada, que obrigam que cada s\u00edlaba seja alinhada a uma e apenas uma nota e vice-versa, a ep\u00eantese consiste num mecanismo de ajustamento da cadeia pros\u00f3dica \u00e0 cadeia mel\u00f3dica. \u00c9 o que se observa, por exemplo, na linha 650 do corpus:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Ep\u00eantese<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ep\u00eantese \u00e9 \u00a0o &#8220;Desenvolvimento de um fonema no interior do voc\u00e1bulo&#8221; (C\u00e2mara Jr, 1964:129).\u00a0Ep\u00eantese e apagamento constituem dois mecanismos de ajustamento da cadeia ao Princ\u00edpio do Licenciamento Prosodico (It\u00f4, 1986:2), do qual resulta que &#8220;toda sequ\u00eancia fonol\u00f3gica \u00e9 exaustivamente dividida em s\u00edlabas, isto \u00e9, qualquer segmento tem de ser associado a uma s\u00edlaba&#8221; (Bisol, 2001:103). Esse princ\u00edpio pode ser estendido \u00e0 palavra cantada, com a seguinte formula\u00e7\u00e3o: &#8220;toda sequ\u00eancia mel\u00f3dica \u00e9 exaustivamente dividida em s\u00edlabas&#8221;. A ep\u00eantese sil\u00e1bica resulta de uma incompatibilidade entre cadeia fonol\u00f3gica e cadeia mel\u00f3dica e do consequente ajustamento da primeira \u00e0 segunda. \u00c9 o que se observa na linha &lt;650&gt; do corpus, por exemplo: &lt;650&gt; Eu preguntE <span style=\"color: #ff0000;\">EI<\/span> a Deus do c\u00e9u, uai [e-ei (ES)]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Figurativiza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p>No modelo elaborado por Tatit, uma can\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de figurativa quando o plano da express\u00e3o \u00e9 contaminado pelas marcas da oralidadecoloquial que negam, por assim dizer, a estabilidade que est\u00e1 pressuposta na expans\u00e3o, na concentra\u00e7\u00e3o, na acelera\u00e7\u00e3o e na desacelera\u00e7\u00e3o. Enquanto esses elementos t\u00eam efeito agregador sobre o plano da express\u00e3o, a instabilidade da fala tem efeito desagregador, e o sentido que emerge de uma can\u00e7\u00e3o figurativa \u00e9, basicamente, o de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a inst\u00e2ncia da enuncia\u00e7\u00e3o pressuposta pelo enunciado.<\/p>\n<h1>Forma subjacente<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Invers\u00e3o<\/h1>\n<p>Onde eu POssa en con TRAR (fala, \u00e0 direita)<\/p>\n<p>ONde possa EN con trar (melodia, \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda)<\/p>\n<h1><\/h1>\n<h1>Lapso pros\u00f3dico<\/h1>\n<p>Onde eu POssa en con TRAR (fala, \u00e0 direita)<\/p>\n<p>ONde possa EN con trar (melodia, \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Monotonga\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p>&#8220;Para por em relevo o fen\u00f4meno da monotonga\u00e7\u00e3o chama-se, muitas vezes, monotongo \u00e0 vogal simples resultante, principalmente quando a grafia continua a indicar o ditongo e ele ainda se realiza numa linguagem cuidadosa. Entre n\u00f3s, h\u00e1 nesse sentido o monotongo ou \/\u00f4\/, em qualquer caso, e ai \/a\/, ei \/e\/ diante de uma consoante chiante; exs. (p)ouca como boca, (c)aixa como acha, (d)eixa como (f)echa.&#8221;\u00a0C\u00e2mara Jr, J.M. (1963:111).<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ff0000;\">Pausa<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Passionaliza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p>Luiz Tatit denomina &#8220;passionaliza\u00e7\u00e3o&#8221; a configura\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do plano da express\u00e3o na qual coexistem uma tessitura expandida e um andamento desacelerado. No plano do conte\u00fado, a passionaliza\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica produz um efeito de sentido inverso ao da tematiza\u00e7\u00e3o. Segundo Tatit, \u201cA passionaliza\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica \u00e9 esse tempo de espera ou de lembran\u00e7a[&#8230;]essa dura\u00e7\u00e3o que permite ao sujeito refletir sobre os seus sentimentos de falta e viver a tens\u00e3o da circunst\u00e2ncia que o coloca em disjun\u00e7\u00e3o imediata com o objeto e em conjun\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia com o valor do objeto. Por isso, a extens\u00e3o passional \u00e9 tamb\u00e9m a explora\u00e7\u00e3o de outros espa\u00e7os de tessitura\u201d Tatit, L. (1994:99)<\/p>\n<h1>Pattern mel\u00f3dico<\/h1>\n<p>N\u00famero e organiza\u00e7\u00e3o das partes de uma melodia.<\/p>\n<h1>P\u00e9\u00a0 (hierarquia pros\u00f3dica)<\/h1>\n<p>&#8220;Entende-se por p\u00e9 m\u00e9trico a combina\u00e7\u00e3o de duas ou mais s\u00edlabas, em que se estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de domin\u00e2ncia, de modo que uma delas \u00e9 o cabe\u00e7a e a outra ou outras, o recessivo.&#8221; (Bisol, 2001:232).<\/p>\n<p>&#8220;The foot is the basic unit of word stress assignment inmany contemporary linguistic theories. Theoriesmaking use of the concept of foot thus maintain thatword stress is a property not of single segments orsyllables but of groups of syllables, i.e., feet (seeKenstowicz, 1994; Hayes, 1995; Kager, 1995, for anoverview on the role of the foot in metrical theory).It is generally assumed that in the prosodic hierarchy(Selkirk, 1980) the foot occupies the positionabove the level of the syllable and below the prosodicword level. One or more syllables form a foot, andone or more feet, in turn, the prosodic word&#8230;&#8221;(Alber, B.2006:539)<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">P\u00e9 (hierarquia mel\u00f3dica)<\/span><\/h1>\n<p>Conceito que tem origem na r\u00edtmica da poesia grega. Embora seja \u00fatil em algumas an\u00e1lises musicais apresenta o incoveniente de n\u00e3o permitir a especifica\u00e7\u00e3o total das figuras r\u00edtmicas da m\u00fasica. Bas, Julio (1994)<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Proemin\u00eancia harm\u00f4nica<\/span><\/h1>\n<p>potencializa\u00e7\u00e3o da proemin\u00eancia relativa decorrente da incid\u00eancia de uma acorde sobre o cabe\u00e7a terminal de um sintagma mel\u00f3dico ou harm\u00f4nico.<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Redu\u00e7\u00e3o r\u00edtmica<\/span><\/h1>\n<p>Termo empregado como sin\u00f4nimo do que Schoenberg chama &#8220;liquida\u00e7\u00e3o&#8221;. Segundo este autor, &#8220;O desenvolvimento [mel\u00f3dico] implica n\u00e3o apenas crescimento, aumenta\u00e7\u00e3o, extens\u00e3o e expans\u00e3o, mas igualmente redu\u00e7\u00e3o, condensa\u00e7\u00e3o e intensifica\u00e7\u00e3o. O prop\u00f3sito da &#8216;liquida\u00e7\u00e3o&#8217; \u00e9 o de neutralizar a extens\u00e3o ilimitada. A liquida\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo que consiste em eliminar gradualmente os elementos caracter\u00edsticos, at\u00e9 que permane\u00e7am, apenas, aqueles n\u00e3o-caracter\u00edsticos que, por sua vez, n\u00e3o exigem mais uma continua\u00e7\u00e3o. Em geral restam apenas elementos residuais que pouco possuem em comum com o motivo b\u00e1sico. Esse processo de liquida\u00e7\u00e3o, em conjunto com a cad\u00eancia ou com a semicad\u00eancia, pode ser usado para delimitar adequadamente a senten\u00e7a.&#8221;\u00a0Schoenber, A. (1996:59).<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ff0000;\">Redu\u00e7\u00e3o voc\u00e1lica<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Reestrutura\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>A reestrutura\u00e7\u00e3o pros\u00f3dica n\u00e3o \u00e9 um processo fonol\u00f3gico mas o resultado da a\u00e7\u00e3o de algum processo fonol\u00f3gico. Os casos de reestrutura\u00e7\u00e3o da palavra cantada s\u00e3o interessantes exatamente quando n\u00e3o t\u00eam sua origem num processo fonol\u00f3gico. S\u00e3o esses casos fonologicamente imotivados que podem fornecer evid\u00eancias de uma estrutura hier\u00e1rquica subjacente na melodia. Na can\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Samba do Arnesto\u00a0<\/em>[668-670], por exemplo, temos duas poss\u00edveis estruturas pros\u00f3dicas:<\/p>\n<p>a) cinco sintagmas fonol\u00f3gicos (f) distribu\u00eddos em dois sintagmas entoacionais (I).<\/p>\n<p>[[O arnesto]<sub>\u03a6<\/sub>[nos convid\u00f4]<sub>\u03a6<\/sub>[pra um samba]<sub>\u03a6<\/sub>]<sub>I<\/sub>[ele mora]<sub>\u03a6<\/sub>[no braz]<sub>\u03a6<\/sub>]<sub>I<\/sub><\/p>\n<p>Essa an\u00e1lise prev\u00ea o bloqueio do s\u00e2ndi na fronteira entre sintagmas entoacionais (Mateus, 2004:21), pois a pausa, que marca os limites do primeiro, bloqueia a elis\u00e3o entre [samba] e [ele]. Uma outra segmenta\u00e7\u00e3o, sem a pausa, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel, como em (b)<\/p>\n<p>b) cinco sintagmas fonol\u00f3gicos (f) num \u00fanico sintagma entoacional (I).<\/p>\n<p>[[O arnesto]<sub>\u03a6<\/sub>[nos convid\u00f4]<sub>\u03a6<\/sub>[pra um samba]<sub>\u03a6<\/sub>[ele mora]<sub>\u03a6<\/sub>[no braz]<sub>\u03a6<\/sub>]<sub>I<\/sub><\/p>\n<p>Numa taxa de elocu\u00e7\u00e3o mais elevada, em\u00a0<em>allegretto<\/em>, a pausa pode ser suprimida, provocando a reestrutura\u00e7\u00e3o do trecho num \u00fanico sintagma entoacional.No entanto, o trecho interpretado por Adoniran Barbosa n\u00e3o coincide com nenhuma dessas duas an\u00e1lises. N\u00e3o apenas ocorre a elis\u00e3o [sambele], como tamb\u00e9m \u00e9 criada uma pausa no interior do primeiro I. Tem-se, assim, a seguinte reestrutura\u00e7\u00e3o (os s\u00edmbolos em vermelho indicam as perturba\u00e7\u00f5es):<\/p>\n<p>[[O arnesto]<sub>\u03a6<\/sub>[nos convid\u00f4]<sub>\u03a6<\/sub>]<sub>I<\/sub>[[pra um samba]<sub>\u03a6<\/sub>[ele mora]<sub>\u03a6<\/sub>[no braz]<sub>\u03a6<\/sub>]<sub>I<\/sub><\/p>\n<p>O fato a ser destacado \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o entre verbo (convid\u00f4) e objeto (pra um samba) pela pausa, absolutamente incompat\u00edvel com qualquer realiza\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica. No entanto, esse tipo de incompatibilidade entre palavra cantada e palavra falada (em estilo coloquial, diga-se de passagem) \u00e9 muito comum na can\u00e7\u00e3o popular. As causas desse tipo de reestrutura\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o encontradas na l\u00edngua mas na m\u00fasica, que imp\u00f5e um padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de proemin\u00eancias ao componente lingu\u00edstico (ver hierarquia pros\u00f3dica).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>processos fonol\u00f3gicos que fazem refer\u00eancias \u00e0s bordas da s\u00edlaba n\u00e3o s\u00e3o afetados , apenas \u00e0queles relativos \u00e0 rima.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&lt;16&gt; [Fla.via.zi.Pa]<\/p>\n<h1>Ressilaba\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>S\u00e2ndi<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Segmenta\u00e7\u00e3o lexical<\/span><\/h1>\n<p>Segmenta\u00e7\u00e3o de um voc\u00e1bulo que ocorre em fun\u00e7\u00e3o de sua disposi\u00e7\u00e3o dentro da linha mel\u00f3dica. Ocorre em duas situa\u00e7\u00f5es: (i) quando o acento prim\u00e1rio de palavra n\u00e3o ox\u00edtona coincide com o cabe\u00e7a de um sintagma r\u00edtmico seguido de pausa, do que resulta uma esp\u00e9cie de enjambement mel\u00f3dico (ii) quando ocorre um deslocamento acentual funcional. Por exemplo, no verso <em>O Rio est\u00e1 cheio de SOlanges e Leilas<\/em> &lt;15&gt;, SO \u00e9, simultaneamente, a primeira s\u00edlaba de uma palavra fonol\u00f3gica e a \u00faltima nota de uma c\u00e9lula mel\u00f3dica seguida de pausa.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Sin\u00e9rese<\/span><\/h1>\n<p>Enuncia\u00e7\u00e3o de hiato como ditongo no interior da palavra pros\u00f3dica. Por exemplo, em &lt;342&gt;\u00a0MO.lha.TU.a.BO \u2192 MO.lha.twa.BO,\u00a0a sin\u00e9rese \u00e9 realizada para evitar a viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio de alinhamento dos constituintes terminais (ACT). Assim:<\/p>\n<p>Enuncia\u00e7\u00e3o de um ditongo como hiato. Por exemplo, em LEj.la \u2192\u00a0LE.i.la &lt;15&gt;, a di\u00e9rese \u00e9 realizada para evitar a viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio de alinhamento dos constituintes terminais (ACT). Assim:az\u00e3o a di\u00e9rese ocorre em &lt;789&gt;:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">S\u00edlaba<\/span><\/h1>\n<p>&#8220;Emiss\u00e3o vocal assinalada por um \u00e1pice de abrimento articulat\u00f3rio e tens\u00e3o muscular, que corresponde ao fonema sil\u00e1bico, e pode ser precedido de fonemas assil\u00e1bicos de abrimento e tens\u00e3o crescente e seguido de outros de abrimento e tens\u00e3o decrescente. Desse encadeamento articulat\u00f3rio resulta uma percep\u00e7\u00e3o ac\u00fastica de unidade com um segmento f\u00f4nico m\u00ednimo capaz de constituir uma enuncia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica.&#8221;C\u00e2mara Jr, J.M. (1963: 314).<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Sintagma<\/span><\/h1>\n<p>Designa-se pelo nome de sintagma uma combina\u00e7\u00e3o de elementos co-presentes em um enunciado (frase ou discurso), defin\u00edveis n\u00e3o apenas pela rela\u00e7\u00e3o &#8220;e&#8230;e&#8221; que permite reconhec\u00ea-los, mas tamb\u00e9m por rela\u00e7\u00f5es de sele\u00e7\u00e3o ou solidariedade que mant\u00e9m entre si, bem como pela rela\u00e7\u00e3o hipot\u00e1xica que os liga \u00e0 unidade superior que constituem.\u00a0Greimas,A.J. (2008:469).<\/p>\n<h1>Sintagma ac\u00e9falo<\/h1>\n<h1>Sintagma harm\u00f4nico<\/h1>\n<h1>Sintagma r\u00edtmico<\/h1>\n<h1><span style=\"color: #ff0000;\">Sintagma entoacional<\/span><\/h1>\n<p>Constituinte mel\u00f3dico formado por um ou mais sintagmas r\u00edtmicos, delimitado por uma pausa (ver) e dotado de um car\u00e1ter harm\u00f4nico definido.<\/p>\n<h1>Sonoriza\u00e7\u00e3o da fricativa<\/h1>\n<p>Em portugu\u00eas brasileiro, a fricativa \/s\/ est\u00e1 sujeita a um processo de assimila\u00e7\u00e3o regressiva do tra\u00e7o de vozeamento. Nesse processo de assimila\u00e7\u00e3o, a fricativa alveolar realiza-se como [s], seguindo consoante surda, ou [z], seguindo consoante sonora ou vogal. Esse processo fonol\u00f3gico ocorre tanto em posi\u00e7\u00e3o interna de palavra, \u2018fe[s]ta\u2019 e \u2018me[z]mo\u2019, como em posi\u00e7\u00e3o de fronteira de palavra, \u2018mai[s] tarde\u2019 e \u2018mai[z] verde\u2019; em posi\u00e7\u00e3o final de palavra, antecedendo pausa, permanece o desvozeamento (MATTOSO C\u00c2MARA, 1988; CAGLIARI, 2007). Segundo Tenani (2002), o vozeamento da fricativa em coda diante de segmento sonoro ocorre categoricamente em PB, n\u00e3o se restringindo a nenhum dom\u00ednio pros\u00f3dico, a n\u00e3o ser o de pausa.<\/p>\n<h1>Subespecifica\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"color: #000000;\">Tematiza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: left;\">Segundo Tatit, configura\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica de can\u00e7\u00f5es nas quais predomina a concentra\u00e7\u00e3o da tessitura, associada a uma acelera\u00e7\u00e3o no andamento. Essa configura\u00e7\u00e3o resulta em melodias &#8220;horizontalizadas\u201d, com reduzida inflex\u00e3o da altura. O que \u00e9 que a baiana tem (Dorival Caymmi) e Aquarela do Brasil (Ary Barroso) est\u00e3o entre os cl\u00e1ssicos da MPB que ilustram esse modelo de composi\u00e7\u00e3o. Can\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas como essas tendem a conotar o sentido de continuidade associado \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto. Consultar Semi\u00f3tica da can\u00e7\u00e3o: melodia e letra.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Tonema<\/span><\/h1>\n<h1>Transforma\u00e7\u00e3o<\/h1>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abaixamento Voc\u00e1lico Abaixamento voc\u00e1lico \u00e9 fen\u00f4meno &lt;413&gt; [o.LE.por.c\u028a]\u00a0\u2192 [o.LE.por.CO] &lt;413&gt; [o.LE.Pej.\u222bi]\u00a0\u2192 [o.LE.pej.\u222bE] &nbsp; Acento [&#8230;] designamos como acento o resultado da conjuga\u00e7\u00e3o das propriedades de dura\u00e7\u00e3o e intensidade do som voc\u00e1lico que marca uma s\u00edlaba mais \u201cforte\u201d (ou proeminente) na sequ\u00eancia fon\u00e9tica que constitui uma palavra. \u00a0Mateus (2005:15). 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