{"id":409,"date":"2022-03-14T00:05:56","date_gmt":"2022-03-14T00:05:56","guid":{"rendered":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/?page_id=409"},"modified":"2025-01-07T08:41:10","modified_gmt":"2025-01-07T08:41:10","slug":"409-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/409-2\/","title":{"rendered":"condi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h1>Condi\u00e7\u00f5es de boa forma\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p align=\"justify\">A hip\u00f3tese de trabalho de que a palavra cantada seja uma variante da palavra falada \u00e9 sugerida pela observa\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de can\u00e7\u00f5es nas quais certas rela\u00e7\u00f5es entre texto e melodia mostram-se constantes. Tais rela\u00e7\u00f5es podem ser interpretadas como\u00a0<em>condi\u00e7\u00f5es de boa forma\u00e7\u00e3o da palavra cantada<\/em>, ou seja, como princ\u00edpios e regras de car\u00e1ter muito geral que governam as associa\u00e7\u00f5es entre unidades da cadeia segmental e unidades mel\u00f3dicas. O mais fundamental desses princ\u00edpios determina o alinhamento entre as\u00a0<em>notas<\/em>\u00a0(os elementos terminais da melodia) e as\u00a0<em>s\u00edlabas<\/em> (os elementos terminais do texto). As condi\u00e7\u00f5es de boa-forma\u00e7\u00e3o dividem-se em princ\u00edpios, que s\u00e3o inviol\u00e1veis, e regras, que espelham tend\u00eancias da constru\u00e7\u00e3o da palavra cantada, mas que s\u00e3o viol\u00e1veis.<\/p>\n<h2 align=\"justify\">PRINC\u00cdPIOS<\/h2>\n<p align=\"center\"><strong>1. Princ\u00edpio de alinhamento dos terminais<\/strong>: cada terminal da cadeia mel\u00f3dica (nota) deve ser alinhado a um e apenas um terminal da cadeia sil\u00e1bica (s\u00edlaba) e vice-versa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por tr\u00e1s de um princ\u00edpio aparentemente trivial, esconde-se talvez a mais importante diferen\u00e7a entre entoa\u00e7\u00e3o e melodia e, por extens\u00e3o, entre fala e canto.\u00a0Na entoa\u00e7\u00e3o da fala, constitu\u00edda de tons,\u00a0(i) uma s\u00edlaba pode ser associada a mais de um tom e (ii) um tom pode ser associado a mais de uma s\u00edlaba. Na melodia cantada, ao contr\u00e1rio, a rela\u00e7\u00e3o entre nota e s\u00edlaba \u00e9 biun\u00edvoca, ou seja, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de um para um. Esquematicamente:<\/p>\n<pre>canto                    fala             fala             fala\r\n  \u03c3                       \u03c3                \u03c3               \u03c3   \u03c3\r\n  |                      \/ \\               |                \\ \/\r\n  n                     t   t              t                 t<\/pre>\n<p align=\"justify\">A gram\u00e1tica entoacional organiza-se em torno de apenas dois tons<a href=\"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/condicoes-de-boa-formacao\/#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\">1<\/a>, alto (H) e baixo (L), cuja combinat\u00f3ria da origem a um n\u00famero limitado de acentos tonais e de tons de fronteira<a href=\"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/condicoes-de-boa-formacao\/#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\">2<\/a>. Em raz\u00e3o dessa limita\u00e7\u00e3o \u2013 essencial para o bom funcionamento da entoa\u00e7\u00e3o enquanto sistema paralingu\u00edstico \u2013 a rela\u00e7\u00e3o entre tom e s\u00edlaba pode ser de um para um, de um para muitos, ou de muitos para um. Segundo os princ\u00edpios formulados por Goldsmith<a href=\"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/condicoes-de-boa-formacao\/#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\">3<\/a>, (i) todas as vogais est\u00e3o associadas a ao menos um tom e (ii) todos os tons est\u00e3o associados a ao menos uma vogal. A associa\u00e7\u00e3o entre um \u00fanico tom e uma \u00fanica vogal \u00e9 apenas um caso particular decorrente de (i) e (ii).<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, pode-se entender\u00a0a entoa\u00e7\u00e3o como<em>\u00a0uma cadeia definida de tons associada a uma cadeia indefinida de s\u00edlabas<\/em>. Ou seja, a entoa\u00e7\u00e3o tem uma natureza \u201cel\u00e1stica\u201d, e essa elasticidade faz dela uma esp\u00e9cie de melodia mold\u00e1vel a qualquer cadeia lingu\u00edstica. Da\u00ed a rela\u00e7\u00e3o entre tom e s\u00edlaba poder ser de um para muitos, de muitos para um, ou de um para um.<\/p>\n<p align=\"justify\">Suponha-se, por exemplo, uma interlocu\u00e7\u00e3o na qual \u00e9 apresentada a seguinte informa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO Jo\u00e3o vai a S\u00e3o Paulo amanh\u00e3 s\u00f3 pra comprar uma camiseta do Neymar!\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">O interlocutor, surpreso, pode manifestar sua rea\u00e7\u00e3o por meio de diversas frases, por exemplo:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO Jo\u00e3o?!\u201d<\/li>\n<li>\u201cO Jo\u00e3o vai a S\u00e3o Paulo amanh\u00e3?!\u201d<\/li>\n<li>\u201cO Jo\u00e3o vai a S\u00e3o Paulo amanh\u00e3 s\u00f3 pra comprar uma camiseta do Neymar?!\u201d, etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Embora cada uma destas frases contenha um n\u00famero diferente de s\u00edlabas, todas t\u00eam a mesma entoa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, n\u00e3o s\u00e3o apenas as tr\u00eas frases mencionadas que portam a mesma entoa\u00e7\u00e3o, mas um n\u00famero indefinido delas, uma vez que a entoa\u00e7\u00e3o associada ao conte\u00fado \u201csurpresa\u201d pode recobrir um sem n\u00famero de manifesta\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas. Empregamos as mesmas entoa\u00e7\u00f5es recorrentemente toda vez que expressamos os mesmos sentidos. Na qualidade de morfemas entoacionais, portanto, as entoa\u00e7\u00f5es constituem uma classe fechada. As entoa\u00e7\u00f5es constituem invent\u00e1rios relativamente est\u00e1veis da l\u00edngua e esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual n\u00e3o criamos a cada ato da fala novas entoa\u00e7\u00f5es, mas, gra\u00e7as a sua elasticidade, apenas as adaptamos a novas cadeias de s\u00edlabas. Em suma, a entoa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 produtiva. Outra caracter\u00edstica importante da entoa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de ela n\u00e3o ser recursiva. Como diz Pierrehumbert, a entoa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma gram\u00e1tica de estados finitos, de modo que os morfemas entoacionais apenas se sucedem linearmente uns aos outros sem constituir hierarquias, moldando-se ao conte\u00fado sem\u00e2ntico, \u00e0 estrutura sint\u00e1tica e \u00e0 condi\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica da enuncia\u00e7\u00e3o. Diferentemente da entoa\u00e7\u00e3o, a melodia \u00e9 uma classe aberta e apresenta uma estrutura complexa, hier\u00e1rquica e parcialmente recursiva. As notas de uma melodia s\u00e3o estruturadas em grupos hierarquicamente organizados segundo par\u00e2metros r\u00edtmicos e harm\u00f4nicos. Por essa raz\u00e3o, a produtividade da palavra cantada \u00e9 em princ\u00edpio ilimitada. Sempre poderemos criar novas melodias e a elas associar cadeias lingu\u00edsticas, desde que respeitada a gram\u00e1tica da palavra cantada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao estabelecer a rela\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca entre nota e s\u00edlaba, o Princ\u00edpio de Alinhamento dos Terminais, demarca muito precisamente os limites entre palavra cantada e palavra falada e as condi\u00e7\u00f5es de boa forma\u00e7\u00e3o desta \u00faltima. Assim, (1) \u00e9 uma cadeia bem formada ao passo que (2) e (3) s\u00e3o cadeias s\u00e3o mal formadas.<\/p>\n<pre>        (1)n<sub>n<\/sub> = \u03c3<sub>n<\/sub>                                     \r\n         \u03c3 \u03c3 \u03c3...\u03c3                 \r\n         | | |...|        \r\n         n n n...n \r\n\r\n        (2)n<sub>n<\/sub> &gt; \u03c3<sub>n<\/sub>\r\n         \u03c3  \u03c3  \u03c3\r\n         | \/ \\ |\r\n         n n n n \r\n\r\n        (3)n<sub>n<\/sub> &lt; \u03c3<sub>n<\/sub>\r\n         \u03c3 \u03c3 \u03c3 \u03c3\r\n         | \\ \/ |\r\n         n  n  n<\/pre>\n<p>Desse princ\u00edpio fundamental derivam diversas regras de reestrutura\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica e mel\u00f3dica. Embora n\u00e3o se possa demonstrar que o princ\u00edpio de alinhamento seja inviol\u00e1vel, pode-se elaborar um procedimento para verific\u00e1-lo, que consiste em comparar diferentes versos de uma mesma melodia. Se o n\u00famero de s\u00edlabas do verso \u00e9 diferente do n\u00famero de notas de uma melodia (n<sub>n<\/sub>\u00a0\u2260 \u03c3<sub>n<\/sub>), uma das duas cadeias deve ser reestruturada de modo a igualar o n\u00famero de terminais (n<sub>n<\/sub>\u00a0= \u03c3<sub>n<\/sub>). S\u00e3o quatro as possibilidades de reestrutura\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>reestrutura\u00e7\u00e3o por incremento sil\u00e1bico\n<ol>\n<li>regra da ep\u00eantese sil\u00e1bica<\/li>\n<li>regra da di\u00e9rese<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>reestrutura\u00e7\u00e3o por redu\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica;\n<ol>\n<li>regra da ditonga\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>regra da degemina\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>regra da elis\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>reestrutura\u00e7\u00e3o por incremento mel\u00f3dico;\n<ol>\n<li>regra da rima aguda<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>reestrutura\u00e7\u00e3o por redu\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica.\n<ol>\n<li>regra da rima grave<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>A reestrutura\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica parece ser o processo mais comum (ou mais facilmente verific\u00e1vel), e manifesta-se no que, \u00e0 primeira vista, parecem ser processos fonol\u00f3gicos como a ep\u00eantese, a degemina\u00e7\u00e3o, a elis\u00e3o, a ditonga\u00e7\u00e3o e a di\u00e9rese.<\/p>\n<p><strong>1.1.1 Regra da ep\u00eantese sil\u00e1bica:\u00a0 \u2205\u00a0\u2192 \u03c3 \/\u00a0<em>\u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; n<sub>n<\/sub><\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Se \u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; n<sub>n<\/sub>,\u00a0 uma ou mais s\u00edlabas s\u00e3o inseridas at\u00e9 que \u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0= n<sub>n<\/sub>.<\/em><\/p>\n<p>Uma s\u00edlaba assim inserida \u00e9 chamada de s\u00edlaba epent\u00e9tica. Por exemplo, em\u00a0<em>Asa Branca<\/em>, no verso \u201cEu perguntei a Deus do c\u00e9u ai\u201d, \u201cei\u201d \u00e9 uma s\u00edlaba epent\u00e9tica, o que pode ser observado pela simples compara\u00e7\u00e3o com os outros cinco versos associados \u00e0 mesma melodia:<\/p>\n<pre>&lt;031.03;07;11;15;19&gt;\r\nS\u00edlaba     \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3    \r\n&lt;031.03&gt;  Eu  per gun te   <strong>EI<\/strong>  a Deus do  c\u00e9u  ai\u00a0\r\n&lt;031.07&gt;  Por fal ta  d'\u00e1 gua per di  meu  ga  do\u00a0\r\n&lt;031.11&gt;  En  ton ceu di  sse  a deus Ro   si  nha\u00a0\r\n&lt;031.15&gt;  Es  pe rwa chu   va ca  ir  de   no  vo\u00a0\r\n&lt;031.19&gt;  Eu  tjasse  gu   ro n\u00e3o cho re  n\u00e3o viu\r\n           |   |   |   |   |   |   |   |   |   |\r\nNota       N   N   N   N   N   N   N   N   N   N<\/pre>\n<p><strong>1.1.2 Regra da di\u00e9rese:\u00a0 \u03c3 \u2192 \u2205 \/ \u00a0<em>\u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; n<sub>n<\/sub><\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Se \u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; n<sub>n<\/sub>,\u00a0 um ou mais ditongos s\u00e3o desfeitos at\u00e9 que \u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0= n<sub>n<\/sub>.<\/em><\/p>\n<p>Diferentemente da ep\u00eantese sil\u00e1bica, na qual uma s\u00edlaba qualquer \u00e9 inserida num slot da cadeia lingu\u00edstica, na di\u00e9rese um ditongo \u00e9 desfeito de modo a igualar o n\u00famero de s\u00edlabas do verso ao n\u00famero de notas da melodia. Trata-se de um fen\u00f4meno similar ao encontrado na metrifica\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Por exemplo, o 15\u00ba verso de\u00a0<em>Tempo de estio:<\/em><\/p>\n<pre>&lt;002.15&gt;\r\nS\u00edlaba   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3    \r\n         O  Rio  es t\u00e1 chei  o  de  So  lan ges  e  Le   <strong>I<\/strong>  las\r\n         |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |   |\r\nNota     N   N   N   N   N   N   N   N   N   N   N   N   N   N<\/pre>\n<p><strong>1.2.1 Regra da ditonga\u00e7\u00e3o:\u00a0 \u03c3 \u2192 \u2205 \/ \u00a0\u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0&gt; n<sub>n<\/sub><\/strong><\/p>\n<p><em>Se \u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0&gt; n<sub>n<\/sub>,\u00a0 um ou mais hiatos s\u00e3o ditongadas at\u00e9 que \u03c3<sub>n<\/sub>\u00a0= n<sub>n<\/sub>.<\/em><\/p>\n<pre>&lt;029.06-07&gt;\r\nS\u00edlaba   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3          \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3   \u03c3 \r\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0co\u00a0 mo\u00a0 de  um  fil me   a\u00a0  a  \u00e7\u00e3o\u00a0   \u00a0 \u00a0\u00a0co  mo  djum filmja \u00e7\u00e3o\r\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 |\u00a0\u00a0 |\u00a0\u00a0 \\ \/\u00a0\u00a0   |\u00a0\u00a0 |\u00a0   \\  |  \/\u00a0\u00a0\u00a0 &gt;&gt;\u00a0\u00a0   |\u00a0\u00a0 |\u00a0\u00a0 | \u00a0\u00a0|\u00a0\u00a0 |\u00a0\u00a0 |\r\nNota\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0\u00a0   N\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0\u00a0    N\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0   \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0 N\u00a0\u00a0 N\r\n\r\n<\/pre>\n<p>Se n<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; \u03c3<sub>n<\/sub>,\u00a0 uma s\u00edlaba \u00e9 inserida para satisfazer o Princ\u00edpio do Alinhamento dos Terminais. Esta s\u00edlaba \u00e9 chamada de s\u00edlaba epent\u00e9tica.<\/p>\n<p>1.3.<\/p>\n<p><strong>1.3 Regra da ep\u00eantese mel\u00f3dica:\u00a0 \u2205\u00a0\u2192 n \/\u00a0n<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; \u03c3<sub>n<\/sub><\/strong><\/p>\n<p>Se n<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; \u03c3<sub>n<\/sub>,\u00a0 uma s\u00edlaba \u00e9 inserida para satisfazer o Princ\u00edpio do Alinhamento dos Terminais. Esta s\u00edlaba \u00e9 chamada de s\u00edlaba epent\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>1.1 Regra de apagamento sil\u00e1bico:\u00a0 \u03c3 \u2192 \u2205 \/\u00a0n<sub>n<\/sub>\u00a0&lt; \u03c3<sub>n<\/sub><\/strong><br \/>\n(2.2) Regra de apagamento de \u03c3:\u00a0 \u03c3\u00a0\u00a0\u2192 \u2205 \/ nn\u00a0&lt; \u03c3n<\/p>\n<p>(3) viola\u00e7\u00e3o do\u00a0princ\u00edpio de alinhamento dos terminais: nn\u00a0&gt; \u03c3n<\/p>\n<p>(2.1) Regra de inser\u00e7\u00e3o de \u03c3:\u00a0 \u2205\u00a0\u2192 \u03c3 \/ nn\u00a0&gt; \u03c3n<br \/>\n(2.2) Regra de apagamento de n:\u00a0 n\u00a0\u00a0\u2192 \u2205 \/ nn\u00a0&gt; \u03c3n<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p><a href=\"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/condicoes-de-boa-formacao\/#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a>\u00a0N\u00e3o nos referimos aqui aos tons (l\u00ednguas tonais), mas apenas \u00e0 entoa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p><a href=\"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/condicoes-de-boa-formacao\/#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a>\u00a0Pierrehumbert, J. The phonology and phonetics of English intonation.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p><a href=\"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/condicoes-de-boa-formacao\/#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a>\u00a0Goldsmith, J. Autosegmental Phonology.<\/p>\n<\/div>\n<h2>2. Princ\u00edpio de anaforiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>nbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb<\/p>\n<h1>ccccc<\/h1>\n<p>nbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb<\/p>\n<h2>dddd<\/h2>\n<p>ggggggggggggggggggg<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Condi\u00e7\u00f5es de boa forma\u00e7\u00e3o A hip\u00f3tese de trabalho de que a palavra cantada seja uma variante da palavra falada \u00e9 sugerida pela observa\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de can\u00e7\u00f5es nas quais certas rela\u00e7\u00f5es entre texto e melodia mostram-se constantes. Tais rela\u00e7\u00f5es podem ser interpretadas como\u00a0condi\u00e7\u00f5es de boa forma\u00e7\u00e3o da palavra cantada, ou seja, como princ\u00edpios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-409","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1526,"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/409\/revisions\/1526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/carmojr.com\/palavracantada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}